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A verdade sobre as vacinas

Todas as vacinas licenciadas para uso passaram antes por diversas fases de avaliação, desde os processos iniciais de desenvolvimento até a produção e a fase final, que é a aplicação, tudo para garantir a segurança de quem recebe a vacina. Além disso, elas são avaliadas e aprovadas por institutos reguladores muito rígidos e independentes.

Podem acontecer eventuais reações, como febre e dor local, após a aplicação de uma vacina, mas os benefícios da imunização são muito maiores que os riscos dessas reações temporárias.

A verdade sobre as vacinas

Com o respaldo técnico de equipes especializadas, podemos afirmar que a vacinação é segura e é a melhor forma de proteger nossas crianças de diversas doenças e salvar vidas.

Não se deixe enganar com falsas informações, as chamadas fake news. Sempre que tiver dúvidas, procure esclarecimentos em fontes oficiais, como o Ministério da Saúde. Não use as redes sociais ou seu celular para compartilhar boatos que possam trazer prejuízos irreversíveis à saúde de todos.

Conheça as verdades sobre a vacinação e compartilhe essas informações

1. Doenças evitáveis por vacinas estão quase erradicadas. Eu ainda preciso me vacinar?

SIM

Não se pode relaxar em relação à vacinação. Embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. Desde 2005, por exemplo, na Europa Ocidental ocorrem focos de sarampo em populações não vacinadas (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido). Diante desse cenário, as duas principais razões para a vacinação são proteger a nós mesmos e também as pessoas que estão a nossa volta.

2. Uma melhor higiene e saneamento farão as doenças desaparecerem. por isso vacinas não são necessárias?

NÃO

As vacinas são necessárias, assim como a higiene e o saneamento. As doenças que podem ser prevenidas por vacinas retornarão caso os programas de imunização sejam interrompidos. Uma melhor higiene, lavagem das mãos e uso de água limpa ajudam a proteger as pessoas de doenças infecciosas. Entretanto, muitas dessas infecções podem se espalhar, independentemente de quão limpos estamos.

3. As vacinas têm vários efeitos colaterais prejudiciais e de longo prazo que ainda são desconhecidos e podeM ser até fatais?

NÃO

As vacinas são muito seguras. A maioria das reações são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa adoeça gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia, o sarampo pode causar encefalite e cegueira, e algumas doenças preveníveis por meio da vacinação podem até resultar em morte.

4. A vacina combinada contra a difteria, tétano e coqueluche e a vacina contra a poliomielite causam a síndrome da morte súbita infantil?

NÃO

Não há relação causal entre a administração de vacinas e a síndrome da morte súbita infantil (SMSI), também conhecida como síndrome da morte súbita do lactente. No entanto, essas vacinas são administradas em um momento em que os bebês podem sofrer com essa síndrome. Em outras palavras, as mortes por SMSI são coincidentes à vacinação e teriam ocorrido mesmo se nenhuma vacina tivesse sido aplicada. É importante lembrar que difteria, tétano, coqueluche e poliomielite são fatais e que os bebês não vacinados contra essas doenças estão em sério risco de morte ou incapacidade grave.

5. Vacinas causam autismo?

NÃO

Vacinas não causam autismo. Um estudo apresentado em 1998, que levantou preocupações sobre uma possível relação entre a vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola com o autismo, foi considerado completamente falho e o artigo foi retirado da revista que o publicou. Hoje há estudos que provam que as vacinas não têm nenhuma ligação com esse transtorno do desenvolvimento.

6. Doenças infantis evitáveis por vacinas são apenas infelizes fatos da vida?

NÃO

Acreditar nisso é errado e absurdo. As doenças evitáveis por vacinas não têm que ser "fatos da vida". Enfermidades como o sarampo, a caxumba e a rubéola são graves e podem levar a complicações sérias em crianças e adultos, incluindo pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções de ouvido, síndrome da rubéola congênita (caso uma mulher seja infectada com rubéola no início da gravidez) e, por fim, pode levar à morte. Todas essas doenças e o sofrimento que elas causam podem ser prevenidos com a vacinação. O fato de não vacinar as crianças faz com que elas fiquem desnecessariamente vulneráveis.

7. Aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo em uma criança pode aumentar o risco de eventos adversos prejudiciais e pode sobrecarregar seu sistema imunológico?

NÃO

Evidências científicas mostram que aplicar várias vacinas ao mesmo tempo não causa aumento de eventos adversos sobre o sistema imunológico das crianças. Elas são expostas a centenas de substâncias estranhas que desencadeiam uma resposta imune todos os dias. O simples ato de comer introduz novos antígenos no corpo, e numerosas bactérias vivem na boca e no nariz. Uma criança é exposta a muito mais antígenos de um resfriado comum ou dor de garganta do que de vacinas. As principais vantagens de aplicar várias vacinas ao mesmo tempo são: menos visitas à unidade de saúde ou hospital, o que economiza tempo e dinheiro, e uma maior probabilidade de que o calendário vacinal seja completado. Além disso, quando é possível ter uma vacinação combinada, como para sarampo, caxumba e rubéola, menos injeções são aplicadas.

8. As vacinas contêm timerosal (mercúrio) e isso é perigoso?

NÃO

Não existe evidência que sugira que a quantidade de timerosal utilizada nas vacinas represente um risco para a saúde. O timerosal é um composto orgânico que contém mercúrio e é adicionado a algumas vacinas como conservante. É o conservante mais utilizado para vacinas fornecidas em frascos multidoses.

Não se engane. Existem estudos sérios que provam a segurança das vacinas, por isso não dê ouvidos às notícias falsas e mantenha a caderneta das crianças sempre atualizada.

Se você tiver alguma dúvida sobre qualquer assunto relacionado à vacinação, envie uma mensagem para o WhatsApp do Ministério da Saúde com imagens ou textos recebidos pelas redes sociais e confirme se a informação procede antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640. Se tiver dúvidas de como funciona esse serviço, acesse saude.gov.br/fakenews.

Doenças evitáveis com a vacinação

Atualmente são disponibilizadas 300 milhões de doses de imunobiológicos, sendo 19 tipos diferentes de vacinas, que protegem contra mais de 20 doenças. A proteção inicia-se ainda nos recém-nascidos e estende-se por toda a vida. Conheça as doenças que podem ser prevenidas com a vacinação:

  • • Tuberculose
  • • Difteria, tétano e coqueluche
  • • Poliomielite
  • • Influenza (gripe)
  • • Hepatite A
  • • Hepatite B
  • • Sarampo, caxumba e rubéola
  • • Varicela
  • • Infecções por Hib
  • • Doença Pneumocócica
  • • Meningite C
  • • Febre amarela
  • • Rotavirose
  • • HPV (Papilomavírus Humano)

Sem a vacinação e com o deslocamento das pessoas no Brasil e entre outros países do mundo, a população corre o risco de ser contaminada por uma doença nunca antes vista em determinada localidade ou por alguma doença que já tenha sido erradicada. Não se esqueça: vacinas salvam vidas e a saúde é uma responsabilidade de todos. Mantenha a caderneta sempre atualizada.