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Faça o teste de sífilis o quanto antes e evite que a doença seja transmitida para o bebê. É fundamental que o parceiro sexual também faça o teste. Se o resultado for positivo, o tratamento é garantido pelo SUS.

O que é a sífilis?

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que, se não tratada corretamente, causa prejuízos sérios à saúde. Pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, provocando aborto, lesões de pele e malformações. O bebê ainda pode nascer sem vida.

Quanto mais cedo você age, mais fácil tratar a doença.

Quando descoberta cedo, ainda nos primeiros meses da gestação, a sífilis pode ser tratada, impedindo a transmissão à criança.

O parceiro também precisa fazer o teste.

É fundamental que o parceiro também se previna, participe do pré-natal, faça o teste e, em caso de resultado positivo, inicie o tratamento imediatamente. Só assim é possível evitar uma nova infecção e garantir a saúde do bebê.

O teste é gratuito.

O teste rápido de sífilis é gratuito na rede pública de saúde. Por isso, não adie esse cuidado: se você está grávida, procure a unidade de saúde o quanto antes e exija o exame.

Previna-se contra a sífilis. Use camisinha.

O uso da camisinha feminina ou masculina é fundamental para prevenir a transmissão da sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) nas relações sexuais. Nunca use um preservativo rasgado ou furado. Cada camisinha só deve ser usada uma vez.

Profissional de Saúde

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. É transmitida por relação sexual com uma pessoa infectada ou da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto. O acompanhamento, o diagnóstico e o tratamento da gestante e parceria(s) sexual(is) durante o pré-natal contribui para a prevenção da sífilis congênita. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Os principais sinais e sintomas são:

Sífilis primária

• Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), que aparece entre 10 e 90 dias após o contágio. • Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

Sífilis secundária

• Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento da ferida inicial e após a cicatrização espontânea. • Manchas no corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés. • Não coçam, mas podem surgir ínguas no corpo.

Sífilis latente - fase assintomática

• Não aparecem sinais ou sintomas. • É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção). • A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis terciária

• Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. • Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

Diagnóstico

A testagem rápida de sífilis é segura e de fácil execução, com leitura do resultado em até 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Para isso, o profissional deve realizar o curso de capacitação à distância na plataforma Telelab (Acesse www.telelab.aids.gov.br). Solicite o teste de sífilis no pré-natal: • Na 1ª consulta do pré-natal (idealmente no 1º trimestre). • No 3º trimestre da gestação. • No momento do parto (independentemente de exames anteriores). • Em caso de abortamento. Todas as gestantes e parcerias sexuais devem ser testadas e informadas sobre a prevenção da transmissão vertical. Quando o teste rápido for reagente, deverá ser realizado um teste laboratorial para confirmação do diagnóstico. Em caso de gestante, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste reagente, sem precisar aguardar o resultado do segundo teste.

Tratamento

A penicilina benzatina é a única opção de tratamento segura e eficaz na gestação para a prevenção da sífilis congênita, devendo ser administrada na Atenção Básica. Saiba mais sobre a segurança e a eficácia do tratamento da sífilis no Relatório de Recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), disponível clicando aqui. O esquema terapêutico depende do estágio clínico da sífilis: Nos casos de sífilis primária, secundária e latente recente (com menos de um ano de evolução): • Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo). Nos casos de sífilis latente tardia (com mais de um ano de evolução) ou latente com duração ignorada e sífilis terciária: • Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI, IM, semanal, por 3 semanas. Dose total: 7,2 milhões UI, IM. Para mais informações sobre o tratamento, acesse o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, disponível clicando aqui.

O parceiro também precisa fazer o teste

A gravidez é um momento importante tanto para a mulher quanto para o homem. Nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), os homens também têm o direito de cuidar de si, ao mesmo tempo em que acompanham suas parceiras. Essa estratégia se chama Pré-Natal do Parceiro, que tem por objetivo preparar o homem para a paternidade ativa e consciente, assim como detectar e tratar doenças, atualizar a carteira vacinal e incentivar a participação em atividades educativas nos serviços de saúde. Saiba mais clicando aqui.

Saiba mais
Sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) em: www.aids.gov.br